segunda-feira, 15 de junho de 2015

Um pouco de teoria no e-commerce



O comércio eletrônico está em grande evidência na contemporaneidade e representa:
A realização de toda a cadeia de valor dos processos de negócio num ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e de informação, atendendo aos objetivos de negócio. Os processos podem ser realizados de forma completa ou parcial, incluindo as transações negócio-a-negócio, negócio-a-consumidor e intraorganizacional, numa infraestrutura predominantemente pública e de fácil e livre acesso e baixo custo (ALBERTIN, 2010, p.3).
Nesse contexto, Cameron (1997) atribui ao comércio eletrônico qualquer negócio transacionado eletronicamente, em que essas transações ocorrem entre dois parceiros de negócio ou entre um negócio e seus clientes. Para Kalakota e Whinston (1997), por sua vez, o comércio eletrônico pode apresentar definições diferentes diante de perspectivas:
  • Perspectiva de comunicações entregando informações, produtos e serviços, meios de pagamento por telefone, redes de computadores ou qualquer outro meio eletrônico;
  • Perspectiva processo de negócio, como uma aplicação de tecnologia para automação das transações de negócio e fluxo de dados;
  • Perspectiva de serviço, como ferramenta que possibilita o corte de custos, com melhoria na qualidade das mercadorias e aumenta a velocidade da entrega do serviço;
  • Perspectiva on-line, provendo capacidade de comprar e vender produtos e informações na Internet e em outros serviços on-line.

De acordo com o Ebit (2015), empresa que realiza pesquisa sobre o comércio eletrônico, o comércio eletrônico obteve um crescimento acima de 330% entre 2008 e 2014, e acima de 1300% se compararmos a 2005, demonstrando a relevância cada vez maior do mercado, que atingiu um faturamento total de 35,8 bilhões de reais em 2014, e tende a atingir a marca de 43 bilhões em 2015. O Modelo Bullseye, apresentado por Vassos (1997), embasa o motivo de tamanho crescimento e importância do comércio eletrônico, uma vez que abrange a adoção por um mercado alvo maior, produtos e serviços possíveis ou melhorados com a tecnologia, divulgação da marca, possibilidade de distribuição local e global, preço e variação de preço motivada pela tecnologia, promoção e exposição constante dos produtos, ambiente competitivo com ampla informação aos concorrentes, estrutura de custos da indústria com respectivo efeito da tecnologia, além da venda, suporte e entrega, dentre outros aspectos.
Faturamento do E-commerce no Brasil (R$ bilhões)
Fonte: Ebit, 2015.
É evidente, por sua vez, que existem diferentes dimensões do comércio eletrônico, apresentadas pelo modelo de Choi, Stahl e Whinston (1997), que as enquadra com a análise dos agentes, processos e produtos físicos e virtuais. Os agentes, processos e produtos físicos são como um agente vendedor em uma loja, um processo de participação física dos agentes e produto como a venda e entrega física do produto; os virtuais, por sua vez, são um agente atendente de call-center ou chat, processos digitais utilizando-se da infraestrutura de comunicação e informação disponível, permitindo maior rapidez, flexibilidade e redução de custo, e um produto digitalizado como um livro eletrônico.

Dimensões do Comércio Eletrônico
Fonte: CHOI, STAHL e WHINSTON, 1997.
Essa análise dessas dimensões comprova a presente restrição do comércio eletrônico puro, mas uma forte tendência para processos, produtos e agentes digitais, que devem acarretar a diminuição de custos, agilidade e eficiência organizacional, bem como a ampliação de diferentes negócios digitais.
O Comércio Eletrônico atua em toda a cadeia de valor, e Ticoll, Lowy e Kalakota (1998) apresentaram quatro modelos de negócios existentes no contexto digital, evidenciados na figura, e descritos a seguir.

Modalidades do Comunidades Virtuais de Negócios
Fonte: TICOLL, D; LOWY, A; KALAKOTA, R. 1998.
O mercado aberto aborda uma infraestrutura de comunicação e informação pública permite que os participantes possam interconectar-se de forma fácil, livre e a um custo reduzido, tendendo a um mercado perfeito, com ampla competitividade e redução de preços – um modelo auto-organizado.
No modelo de agregação, por sua vez, a infraestrutura de comunicação e informação permitiu a presença de uma entidade intermediadora do relacionamento, que agrega valor para a cadeia de participantes como produtores, fornecedores, clientes e consumidores. Já no modelo de cadeia de valor, há uma ampla integração entre parceiros para a realização dos processos da cadeia de valor, que interagem para a produção de um produto ou serviço que será oferecido pelo integrador.
Por fim, a aliança consiste no desenvolvimento de um espaço de mercado, para o desenvolvimento de produtores, fornecedores, clientes e consumidores, para a execução de processos mais livre e eficiente, consolidando mercados.
Não há uma definição exata para o melhor modelo de negócio para o mercado do e-commerce, mas existe uma dinâmica cada vez maior em relação a alianças estratégicas, que criam o desenvolvimento de oportunidades conjuntas e constantes entre diferentes stakeholders em um espaço de valor.

Freddy Marcos




Google Mobile Day
“A gente não entra online, a gente vive online.”





















Mobile Day foi um treinamento sobre Mobile promovido pelo Google, no dia 10 de Junho, com o objetivo de ampliar o conhecimento e ajudar os profissionais a trabalhar melhor as ações Mobile.



"2015 já é considerado o ano em que
o mobile ultrapassou o desktop."


Mobile é a mídia que cresce mais rapidamente, hoje em dia. 2015 já é considerado o ano em que o mobile ultrapassou o desktop. Os consumidores estão abraçando o mobile e as marcas ainda estão correndo atrás disso – o investimento em mobile é de apenas 5%.

Para se ter uma ideia, hoje 6 em cada 10 espectadores usam o mobile ao mesmo tempo que assistem TV; 62% dos usuários têm mais de 25 anos e 47% são da classe C; 86% dos usuários de smartphones fazem pesquisa de compras no mobile (o site mobile é o principal canal para atividades comerciais no celular); e, por incrível que pareça, apenas 28% do tempo é gasto com redes sociais e entretenimento (os outros 72% são gastos com fotos, bancos, mapas, apps de empresas, buscas, e-mail, comparação de preços, compras...).



Micro-Momentos
O comportamento do consumidor mudou. E mudou em um ritmo muito maior do que as marcas conseguem acompanhar. O mobile formou novos comportamentos e hábitos que alteram como as pessoas passam por toda a jornada de consumo.

Hoje, as batalhas pelos corações, mentes e carteiras são ganhas ou perdidas em micro-momentos, momentos de tomada de decisão e formação de preferência que acontecem ao longo dessa jornada.

A gente não entra mais online. A gente vive online. E o que costumava ser uma “sessão” em frente ao computador foi substituído por interações fragmentadas que acontecem instantaneamente. Nós temos centenas desses momentos todos os dias: olhando as horas, mandando um SMS para um parceiro, batendo papo com os amigos em redes sociais.

Mas também existem outros momentos. Os momentos preciso-tirar-essa-dúvida-agora. Os momentos como-eu-chego-lá-mesmo. Os momentos quero-muito-comprar-isso. Momentos que importam muito. E são justamente esses micro-momentos que podem virar o jogo para consumidores e marcas.



UX - A experiência do usuário
User Experience, ou UX, é a experiência do consumidor ao usar seu produto ou serviço. O UX tem um papel tão importante hoje que mesmo profissionais de marketing precisam entender um pouco disso. Isso porque o UX trabalha com questões funcionais e práticas, mas também com todo o lado emocional da experiência.





O UX pode muitas vezes ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um projeto. Afinal, os consumidores vão preferir comprar produtos da loja virtual que é fácil de usar, vão preferir os aplicativos que não deixam ele esperando, que resolvem o que ele precisa, que entendem seu contexto e simplificam a experiência. A concorrência está sempre a poucos toques de distância.

Existem vários modos de estragar uma experiência mobile. A mais comum é pegar a sua experiência no desktop, encolhê-la e tentar fazê-la funcionar no mobile. No mobile, os consumidores tendem a focar em objetivos e resultados, esperam conseguir o que precisam de um site de forma fácil, imediata e do jeito deles. Você pode aumentar suas chances de sucesso levando em conta o contexto e as necessidades do consumidor, sem sacrificar a riqueza de conteúdo.


Para ajudar a criar a melhor experiência mobile possível, o Google fez uma intensa pesquisa com consumidores para descobrir as melhores práticas de UX em mobile, e chegaram a uma lista de 25 princípios de design de sites mobile que ajudam as empresas a criar sites que encantam os consumidores e aceleram as conversões.

A lista é grande, então achei melhor disponibilizar o link: clique aqui para acessar os 25 princípios


Segue abaixo uma lista com 9 melhores práticas de design de sites mobile:

1. Parece óbvio, mas muitas empresas não testam: o site mobile precisa funcionar em todos os dispositivos e navegadores disponíveis, celulares e tablets, com telas de tamanhos diferentes. Por isso, a etapa de testes é tão importante – e os testes precisam ser refeitos de tempos em tempos.


2. No celular, o consumidor tem um objetivo: encontrar rapidamente o que ele procura. Por isso, a página inicial tem que ser pensada de maneira diferente da home do desktop, que, muitas vezes, funciona como um canal de boas-vindas. A home do site mobile deve conectar os usuários ao conteúdo que estão buscando.


3. Buscas, buscas e buscas: elas são fundamentais para que o usuário encontre o que procura, mesmo com pressa. Por isso, fazem mais sucesso os campos de pesquisa bem visíveis e com resultados relevantes.



4. Para criar uma experiência eficiente, além da busca ser fácil, a linguagem de texto também deve ser simples. Não adianta o site ter uma busca que não contemple os termos que os consumidores costumam usar, por exemplo.



5. Um erro comum é publicar anúncios que levam para as versões desktop dos sites. Eles precisam estar configurados para direcionar ao site móvel. Assim, não se corre o risco de perder o consumidor.



6. Implemente filtros para melhorar a busca no site móvel, guie seus usuários para que obtenham melhores resultados e, claro, facilite a conclusão de uma conversão em outro dispositivo.



7. Não obrigue seu consumidor a um cadastro complexo antes de realizar uma compra. Isso pode afastar o cliente. A experiência de conversão do seu usuário deve ser a mais simples possível.



8. Destaque seus calls-to-action e mantenha os menus curtos e eficazes. Insira botões de “clique para ligar” para tarefas mais complexas.




9. Forneça um calendário visual ao selecionar datas e reduza erros de formulário com etiquetas e validação em tempo real.




Aqui vão outras dicas que vão ajudar bastante:

- Destaque seu Call-to-Action de maneira clara para seus consumidores. Qual é o principal objetivo de interação entre os consumidores e sua empresa que você quer destacar? A home do site mobile deve conectar os usuários ao conteúdo que estão buscando.

- Cuidado com as promoções. Não deixe elas dominarem sua página inteira, comprometendo a navegação.

- Buscas são fundamentais para que o usuário encontre o que procura, mesmo com pressa. Use campos de pesquisa bem visíveis e com resultados relevantes. Coloque filtros nas buscas.

- Não obrigue seu consumidor a um cadastro complexo antes de realizar uma compra. Isso pode afastar o cliente. A experiência de conversão do seu usuário deve ser a mais simples possível.

- Crie formulários eficientes, que melhoram suas chances de conversão ao reduzir a fricção, frustração e redundância. Quanto mais você facilitar, melhor, seja pré-populando campos, evitando repetições e pedindo o mínimo necessário.

- Facilite a conversão em outro device. Isso inclui enviar produtos por e-mail, compartilhar pelas redes sociais e, claro, poder salvar no carrinho e encontrar em outro aparelho.

- Teste seu site. Parece óbvio, mas muitas empresas não testam: o site mobile precisa funcionar em todos os dispositivos e navegadores disponíveis, celulares e tablets, com telas de tamanhos diferentes. Por isso, a etapa de testes é tão importante – e os testes precisam ser refeitos de tempos em tempos.


Teste de compatibilidade com dispositivos móveis

Para finalizar, existe uma ferramenta muito legal que o Google disponibilizou para teste de compatibilidade com dispositivos móveis. Nela qualquer pessoa pode testar seu site e o resultado sai na hora. Clique aqui para acessar o teste

sexta-feira, 12 de junho de 2015


Twitter Flock - São Paulo


Twitter Flock, foi uma conferência para desenvolvedores realizado pelo Twitter Flight, divulgando sua nova SDK de desenvolvimento mobile a fabric, uma plataforma móvel e modular que ajuda você a criar os melhores aplicativos.

A fabric é um conjunto de ferramentas que visa a agilidade no desenvolvimento dos apps, tornando fácil o desenvolvimento, testes, divulgação e disponibilização do aplicativo. Ela combina os serviços Crashlytics, MoPub e Twitter para ajudar a criar apps mais estáveis, gerar receita a partir do maior leilão de dispositivos móveis do mundo e permitir que você explore os sistemas de login do Twitter e seu rico conteúdo em tempo real para maior distribuição e uma identificação mais simples.

A fabric foi construída com a facilidade em mente. Sua instalação leva apenas alguns minutos, e a maioria dos recursos requer apenas algumas linhas de código para que seja consumido menos tempo gerenciando SDKs e mais tempo criando a melhor experiência para os usuários.

Abaixo farei um resumo dos kits da fabric e informações sobre como começar a construir com a fabric.


Estabilidade: Crashlytics Kit

O Crashlytics foi criado para resolver questões de falhas. Ele torna o tempo entre a detecção, o acesso e a correção de bugs muito mais rápido para que os desenvolvedores passem menos tempo eliminando falhas e mais tempo com foco na construção dos apps. E além de identificá-las, o Crashlytics é capaz de isolar a causa raiz até a linha exata de código, reduzindo o tempo que leva para corrigir o bug e enviar uma atualização.
Tela do Crashlytics


Distribuição: Twitter Kit

O Twitter Kit, vem com três novos produtos para ajudar a explorar o Twitter. 

  • Integração com Tweet Nativo - Com apenas algumas linhas de código, é possível colocar Tweets no app e até mesmo customizá-los para combinar com o tema do app. 
  • Tweet Composer - Ele traz conversas globais do Twitter para os apps enriquecendo o conteúdo e a experiência do seu usuário. O Tweet Composer permite que as pessoas compartilhem momentos importantes, o placar de um jogo, um marco de fitness, um novo artista ou música, do app para os seguidores no Twitter. 
  • Entrar com o Twiiter - Torna a autenticação com o Twitter muito mais simples. Depois de autenticar um usuário do Twitter, traz perfis do Twitter para o app, permitir que usuários compartilhem links e fotos e ajudá-los a se conectar com amigos e interesses. E agora, alguns apps serão capazes de pedir permissão aos seus usuários para que compartilhem seu endereço de e-mail.

Receita: MoPub Kit

O MoPub Kit torna mais simples integrar anúncios aos apps.

O MoPub é a plataforma de monetização para desenvolvedores móveis, projetada para maximizar a receita com publicidade para apps, por meio de uma plataforma única e abrangente. Ao contrário de outras plataformas de monetização,não precisa se limitar a apenas alguns anunciantes. É possível usar anúncios diretamente dos anunciantes, trabalhar com várias redes de anúncios, e explorar milhares de anunciantes de alta qualidade, que competem por seu inventário com seus outros parceiros de anúncios no mercado MoPub, o MoPub Marketplace. O melhor de tudo é que o MoPub garante que você maximize sua receita, mostrando o anúncio de quem paga mais.

O MoPub suporta todos os principais formatos de anúncio, incluindo banners, intersticiais, vídeo e anúncios nativos – e recentemente lançou um novo conjunto de recursos que tornam mais fácil criar e experimentar com anúncios nativos. Com o controle de localização nativo do MoPub, agora é possível escolher a posição do seu anúncio e com que frequência ele aparece no fluxo de conteúdo diretamente na interface do usuário (UI) de MoPub, permitindo encontrar o equilíbrio certo entre anúncios e conteúdo no app.
Tela do MoPub

Identidade: Digits

Permite o login com o número de telefone e foi construído na infraestrutura do Twitter, assim não precisa se preocupar com o gerenciamento de vários relacionamentos com operadoras e trocas de SMS. O Digits é totalmente personalizável, para que ele combine com a experiência do usuário que foi projetada para o app. O Digits não vai postar nada em nome do usuário, já que não está vinculado às contas de redes sociais dele, incluindo as contas no Twitter. E com o Digits, os apps estão prontos para uso global: já está disponível em 216 países e em 28 idiomas, no iOS, Android e na web.

O Digits também resolve uma série de problemas para seus usuários. Já que o Digits usa um número de telefone, não há necessidade de que usuários lembrem senhas ou nomes de usuários complexos, e tudo o que eles precisam fazer é colocar um número de telefone para começar a usar o app.

Obtendo a Fabric

A fabric é leve. Você simplesmente escolhe quais kits você gostaria de incluir no seu app.

A fabric é integrada com os IDEs, incluindo Xcode, Eclipse, Android Studio e IntelliJ. Ela também é integrada às ferramentas automatizadas de criação e de testes. Não é preciso se preocupar se está na versão mais recente de um kit, já que a Fabric irá alertá quando houver atualizações disponíveis.

Para obter a fabric basta acessar o site: https://get.fabric.io/ e integrar na IDE de desenvolvimento que você usa.

Selecione somente os Kits que você quer no seletor de Kits da Fabric